quinta-feira, 26 de abril de 2012
Senado argentino aprova estatização da YPF. O Senado argentino aprovou, na madrugada desta quinta-feira (26), o projeto que estatiza a petrolífera YPF, desapropriando 51% das ações que atualmente pertencem a espanhola Repsol. A vitória do governo da presidente Cristina Kirchenr foi esmagadora: 63 senadores votaram pela estatização, contra apenas 3 votos negativos e 4 abstenções. A sessão no Senado foi longa. A votação só aconteceu por volta da 1h30 da madrugada, porque um grande número de senadores se inscreveram para discursar sobre a matéria no Plenário. 61 dos 72 senadores discursaram. Segundo o jornal argentino Clarín, no entanto, não foi possível assisstir ao discurso mais esperado, do senador Carlos Menem, ex-presidente da Argentina. Menen foi o responsável pelas privatizações no país quando presidente, e havia dito à imprensa que votaria pela estatização. No entanto, o senador não compareceu à votação. Com a aprovação no Senado, o projeto passa a ser analisado pela Câmara. A expectativa é de uma rápida aprovação na casa, para que o projeto siga à sanção presidencial na próxima quinta-feira. Enquanto os políticos discutem o novo projeto de lei, entretanto, uma nova denúncia envolvendo a Repsol e YPF foi publicada nesta quinta-feira. Segundo o jornal Financial Times, o diretor-geral da Repsol na Argentina vendeu suas ações da YPF pouco antes do anúncio da estatização da empresa. Antonio Gomis, que era responsável pela YPF em nome da Repsol, vendeu 9.424 ações da empresa em novembro do ano passado, quatro dias após a descoberta de um campo de gás que iniciou o movimento do governo argentino pela desapropriação. Com a operação, Gomis obteve cerca de 208 mil euros. Hoje, após a desapropriação, essa mesma quantidade de ações vale 40% menos. A venda das ações levanta dúvidas de que o diretor pudesse ter informações confidenciais e usou isso para benefício próprio, e também gera questionamentos se a venda das ações pode ter contribuído para a queda de valor da YPF no mercado financeiro. Foto: Vista do Congresso argentino. Natacha Pisarenko/AP Texto de: Bruno Calixto Revista ÉPOCA.
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